Desenvolvendo Inteligência emocional corporativa

O principal caminho para os líderes

Liderar equipes com perfis diversos, em uma era de mudanças, é um dos grandes desafios das empresas hoje. E, para que os objetivos da organização sejam alcançados, é importante usar a inteligência emocional.

Na prática, ter inteligência emocional significa ser capaz de identificar e canalizar emoções; controlar impulsos; motivar-se e seguir adiante, mesmo após tropeços ou problemas; conseguir estimular os outros e, ainda, praticar a gratidão.
Quem tem esse tipo de inteligência se adapta às mudanças com mais facilidade, e por isso, é capaz de inserir em suas rotinas novas tecnologias e metodologias. 

Porém, quando o assunto é liderar pessoas com perfis variados, essa característica é ainda mais importante. Mas é também uma oportunidade de elevar os resultados da organização, em termos de inovação e rentabilidade, além de favorecer a satisfação e o senso de pertencimento do colaborador.
Essa percepção é confirmada pelo estudo “Rumo à inclusão 2019: Criando uma cultura que estimula a inovação” (em português), feito pela Accenture, no último trimestre de 2018, com 18.120 profissionais em 27 países, incluindo o Brasil.
O levantamento mostra que empresas inclusivas e diversas são 11 vezes mais inovadoras e têm funcionários seis vezes mais criativos do que a concorrência. 

Comportamento Organizacional e Processos de Decisão Humana.

Outra pesquisa, elaborada por estudiosos das universidades de Harvard e Nova York e da Universidade de Exeter, no Reino Unido, divulgado na publicação acadêmica “Organizational Behavior and Human Decision Processes”, mostra a importância da inteligência emocional para as empresas e para os próprios líderes, principalmente nos processos de contratação e desligamento.

O levantamento trouxe uma análise, feita a partir de um experimento, em que gestores foram colocados para assistir á pequenos vídeos, que mostravam diversos grupos interagindo, enquanto tomavam alguma importante decisão de trabalho, como uma demissão, por exemplo. Na experiência, ficou constatado que os profissionais que têm facilidade de detectar emoções nas pessoas conseguem avaliar o perfil de um grupo, observando a interação entre essas pessoas em menos de 30 segundos.
Essa capacidade, que o estudo denominou de “percepção emocional”, foi considerada pelos pesquisadores uma das principais características que as empresas buscam em cargos de liderança.

Lideres do futuro…

Os resultados desses estudos só reforçam como os líderes do futuro são aqueles que exercem sua gestão por meio do diálogo e da empatia com seus liderados, e não por imposição de ordens e ameaças.
Além das capacidades técnicas, que são fundamentais, perceber aspectos emocionais e particulares dos colaboradores permite que um gestor identifique como cada um se sente melhor e como adaptar essas preferências de modo a gerar resultados para as empresas. 

Para isso, trabalhar a gestão de competências emocionais é o principal caminho para os líderes que querem ser destaque não apenas por suas habilidades técnicas, mas pelo relacionamento e entendimento sobre o outro e suas particularidades.
Afinal, a inteligência emocional é um conceito que pode ser trabalhado e desenvolvido. 


FONTE: Inteligência emocional na gestão de equipes | JORNAL O TEMPO


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